Redução do stresse baseado em Mindfulness

“Você não pode parar as ondas, mas pode aprender a surfar.”Jon Kabat-Zinn percursor do movimento Mindfulness no ocidente

Kabat-Zinn faz a analogia do stresse com as ondas. Os fatores de stresse existem e em geral não os podemos evitar, mas podemos aprender a lidar com eles, de modo a que o stresse seja reduzido para um nível tal que não seja prejudicial à saúde. O Mindfulness é uma ferramenta que podemos usar para “surfar” o stresse.

É importante saber que dos estudos sobre otimismo e saúde se concluiu que não é a existência dos fatores de stresse que causa o stresse e, consequentemente, a doença, mas a forma como cada pessoa encara os factos e como lida depois com a situação. Daí a utilidade do Mindfulness, pois com ele aprendemos a lidar com as situações.

O stresse pode atuar a três níveis – o nível fisiológico, nível psicológico e o nível social, sendo que estes níveis interagem entre si. Estas interações influenciam o estado do corpo e da mente e, consequentemente, o conjunto de opções que temos para lidar com as situações stressantes que nos aparecem.

Foi Hans Selye que iniciou as investigações sobre stresse em 1936 na Universidade McGill em Montreal, no Canadá sendo o termo stresse popularizado pelo seu livro “The Stress of Life” (1956). Este investigador definiu stresse como “uma resposta não especifica do organismo a qualquer pressão ou exigência”. A reação pode ser física, psicológica ou social ao estímulo ou evento que produziu essa resposta. Este evento ou estímulo é designado fator de stresse (tradução de “stressor”).

O stresse pode ser agudo ou crónico. A palavra “agudo” significa que os fatores de stresse surgem muito repentinamente mas não costumam durar muito tempo. Por exemplo, pode ser um acidente grave ou o falecimento súbito de alguém querido. Em geral recupera-se do stresse agudo quando se deixa de estar exposto à situação traumática e se tem apoio adequado, como compreensão e empatia para com o seu sofrimento e lhes é dada a oportunidade de descrever o que ocorreu e como foi a sua reação. Ajudar a pessoa a ter um sono repousante pode ser benéfico, de preferência através de terapias naturais, pois os fármacos podem interferir no processo normal de recuperação.

O stresse crónico significa que é prolongado e contínuo, podendo ter efeitos extremamente negativos na saúde. O sistema nervoso simpático que ajuda a ter reação numa situação de stresse, continua ligado mesmo quando já não é necessário. Não é bom para a saúde sentir que se está constantemente em “perigo”.

O stresse crónico pode causar dores de cabeça, alergias, dores no peito, perda (ou ganho) de peso inexplicável, perda de cabelo, disfunções sexuais, espasmos musculares, erupções, hemorragias, problemas gastrointestinais, etc. A hipertensão é um dos efeitos fisiológicos mais perigosos que pode provocar, podendo levar a doenças cardiovasculares diversas.

O Mindfulness foi introduzido nas clinicas das faculdades de medicina nos EUA, inicialmente como terapia para combater o stresse, sendo pioneira a Universidade de Massachusetts. Kabat-Zinn refere no seu livro “Full Catastrophe Living” (1990) que a clinica que criou é de um novo tipo “num novo ramo da medicina conhecido como medicina comportamental, que acredita que os fatores mentais e emocionais, as formas como pensamos e nos comportamos, podem ter um efeito significativo, para melhorar ou piorar a nossa saúde física e a nossa capacidade para recuperar das doenças”.

Para além dos vários programas de introdução ao Mindfulness e práticas semanais que fazemos no IPHC Saúde Natural, também usamos o protocolo desenvolvido por Kabat-Zinn, o MBSR – redução do stresse baseado em mindfulness. As pessoas que participam neste programa procuram voltar a ter o controlo da sua vida, ter capacidade para gerir o stresse a que estão sujeitas, conseguir voltar a dormir adequadamente, ter controlo da sua saúde ou, pelo menos, obter alguma paz de espirito.

Autor: João Carvalho das Neves
Professor catedrático em gestão com muita experiencia profissional na gestão e resolução de conflitos e em processos de negociação complexos, quer como gestor executivo, quer como consultor. Técnico Perito designado pelas Partes ou pelos Tribunais, incluindo Tribunais Arbitrais, em diversos processos que exigem conhecimentos científicos em gestão, económico-financeiros, contabilísticos, avaliações de empresas, avaliações imobiliárias e análises de performance, assim como conciliador em processos extrajudiciais.
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Com as minhas diversas competências ao nível da gestão e do mindfulness, posso ajudar não só os indivíduos, mas também as empresas e organizações. Estou disponível para partilhar a minha vasta experiência em palestras e outros eventos.

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